Para tudo há solução

a cadeira da Pen[elope antes...

a cadeira da Penélope antes…

Tem dias que a coisa não vai… Não flui! E quando são muitos dias assim, os projetos ficam pela metade. Há umas 2 semanas que eu queria ter acabado os #quartoscoloridosdasmeninas ( já viu nosso insta, @deolhonacasa?) e acabar com o clima de reforma/mudança com várias caixas espalhadas pela casa… Mas não tá rolando! Falta a cadeira da Pê, pregar um monte de coisas nas paredes, costurar outro tanto e ainda trabalhar um monte como oftalma. Mãe faz o que dá, quando dá, do jeito que dá.

E outro dia eu tava assim, borocochô, quando a Penélope chegou com as provas do bimestre pra eu assinar. Eu sempre leio tudo, porque raramente vou às reuniões de pais #mejulguem. Então se eu tiver algum problema ou dúvida, já anoto na prova, mesmo. Ou na agenda escolar dela. E eis que a produção de texto dela era uma coisa assim… Muito boa, mesmo! Sabe, antes de ser médica eu fui professora de português, sobretudo Literatura e Redação e, honestamente, acho que este texto era um legítimo 10. Mas não escrevi nada na prova, apesar da professora ter dado 9,5. Só li, assinei e fiquei digerindo os indícios de autoria da minha pequena, os momentos de deliciosa ironia, a narrativa em primeira pessoa de um menino tímido, de cabelos e olhos pretos. No dia seguinte, pedi a prova pra publicar aqui no blog. Ela me disse que a professora tinha recolhido. Então eu escrevi na agenda: “Bom dia, professora Paula! Será que você poderia devolver a redação da Penélope pra eu publicar no meu blog?! Obrigada.”

Então hoje, quando eu estava pela décima quinta vez às voltas com a cadeira de Penélope, toda escorrida e forrada, a Pê sentou do meu lado e me estendeu a redação. Eu perguntei: “a professora devolveu, então?!” ( Veja bem, ela poderia ter-me dito: claro, né, mamãe! Não tá aqui a redação?!) Mas ela respondeu: “Ahã! Ela leu seu bilhete, riu, me abraçou e devolveu.” Então tá, obrigada, professora Paula! 🙂

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Para tudo há solução

por Penélope

Dona Celinha chegou, magra e pequenina, dizendo oi, sorrindo, dando bom dia. Quis saber o nome de todos, do que gostavam ou não na vida e na escola, quais eram as dificuldades. Só falei meu nome. Não quis continuar, e dona Celinha disse que não tinha importância, outro dia eu falaria.

Mas não ter falado do que eu gostava ou não para a professora não era meu maior problema…

No segundo dia de aula, Dona Celinha falou que iríamos fazer a peça do Frankenstein e que já tinha escolhido os papéis de cada um. Ela falou bem assim:

– O médico será o Alex, a assistente do médico será Lara e o protagonista será…

Com certeza ia ser o Marcelo! Ele é louro, de olhos azuis. Eu iria ser do cenário, com certeza absoluta! Mas também nem ligo se for!

Como ninguém é perfeito, eu errei os meus cálculos, quer dizer, a lógica, não, a estatística, ou seja lá o que foi que eu fiz! A professora falou:

– O Frankenstein será interpretado por… Rodrigo!

Rodrigo, Rodrigo, Rodrigo… Eu sou Rodrigo! O garoto mais tímido, que tem o cabelo e os olhos pretos, não é o Marcelo e não prestei atenção no que a professora falou depois disso, iria interpretar o Frankenstein na peça do 5o ano!

Dona Celinha deu o roteiro para todos os atores e disse que tínhamos de decorar nossas falas até o sétimo dia de aula. Cinco dias para decorar 33 páginas de Frankenstein! A fessora deve ter batido a cabeça muito forte na quina da mesa e endoidou de vez!

Decorei o máximo de páginas que pude com o único pedaço da minha cabeça que não estava sendo ocupado por contas de divisão e as capitais dos estados do Brasil.

No sétimo dia de aula, começamos a ensaiar a peça. Fomos ao anfiteatro, escolhemos as fantasias, nos posicionamos e começamos a falar:

– É hoje que vou dar vida ao meu projeto!

Alex esfregou dois ferros de passar e colocou no meu peito. Levantei sem reação nenhuma e disse ao “médico”:

– Vocè náo deveria dizer “está vivo!” e dar uma risada maligna?

– Se você não falasse, acho que conseguiria…

– Mas está escrito aqui, ó: “médico diz: “Está vivo!” Dá uma risada maligna e o monstro se levanta.”

– Vamos fazer de novo e desta vez eu faço isso, pode ser?

– Pode.

Tivemos que fazer mais 25 takes porque a anta do Alex é incapaz de falar isso antes de eu me levantar.

Nos outros ensaios ocorreu tudo bem. Fizemos tudo certinho.

Chegou o dia da apresentação, todos os pais, amigos, parentes, colegas, professores, acho até que o Obama estava lá!

Fiquei com muita vergonha de entrar no palco, nem me movia! Dona Celinha me acalmou, me falando pra fazer de conta que só eu estava lá.

Entrei em cena e, no final da peça, até recebemos flores! Então não se esqueça: para tudo há uma solução!

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Será que isto inclui sua cadeira e os quartos Frankenstein, Pê???

Tomara, tomara… E vocë, quer entrar? estou mesmo precisada de uma mãozinha, viu…

“Laca” você mesmo!

Depois que iniciamos a jornada para separar as meninas de quarto, decidi que iríamos laquear os móveis em cores diferentes e dividi-los entre as duas. São 2 cabeceiras, 2 criadinhos e uma escrivaninha.
Como a gente, eu, só tenho tempo de correr atrás destas coisas no final-de-semana, fomos ao Leroy Merlin cheios de esperança de encontrar respostas pras nossas perguntas. Ledo engano. Era domingo, estava calor, as meninas piraram na cartela de cores por mais que eu tivesse tentado decidir com elas antes e escolher uma paleta mínima pra cada.
Tinha muita gente e o vendedor não fazia idéia do que era laca. Só me mostrou a base Nitro da Sayer Lack e disse que não fazia tinta automotiva. Enquanto isso, marido era enganado na sessão de compressores. Saímos de lá com a tal base nitro, estopa, thinner, aguarrás, esmalte sintético coral e um arremedo de compressor da Wagner. 700 reais mais pobres e cheios de esperança.

Não deu certo. Voltei na semana seguinte e troquei o compressor por um igual ao do Léo.
Mantivemos a base e as tintas. O esmalte arrepiou sobre a base nitro e não secou nunca mais. Era esmalte sintético comum, não o automotivo.

Aí, então, decidi que não ia mais no Leroy pedir opinião. Fui na Casa Diamante, aqui em Campinas, lá eles fazem tinta automotiva.
Falei que queria laquear uns móveis e que tinha a base nitro ( de nitrocelulose). E reclamei também que o esmalte sintético que eu tinha comprado não secava nunca.
Saí de lá com tinta automotiva laca ( base de nitrocelulose, como o primer), lixa d’água 1200, massa para polir carros, thinner específico para a tinta que levei e catalisador pra adicionar no resto de esmalte da cabeceira da Penélope e nos criadinhos. E sem a menor idéia de onde íamos parar. E menos 200 reais na conta.

Compressor novo, leia as instruções de uso antes de começar.

Compressor novo, leia as instruções de uso antes de começar.

As cabeceiras das meninas são pesadas, com os pés em madeira maciça, torneados e sulcados e as curvas do painel em MDF. Tinham aplicação de flores em resina, que arrancamos. Lixamos a peça, corrigimos imperfeições com massa para madeira F12, antes de pintá-las.

As cabeceiras das meninas são pesadas, com os pés em madeira maciça, torneados e sulcados e as curvas do painel em MDF. Tinham aplicação de flores em resina, que arrancamos. Lixamos a peça, corrigimos imperfeições com massa para madeira F12, antes de pintá-las.

faz névoa, viu! Sai daí, Diana! Hahaha! A distância de trabalho é de 20 a 30cm, sobrepondo em 50% as camadas.

faz névoa, viu! Sai daí, Diana! Hahaha! A distância de trabalho é de 20 a 30cm, sobrepondo em 50% as camadas.

Os produtos que usamos para laca: base nitro Sparlack; laca de nitrocelulose feita na loja (casa diamante) e thinner automotivo. Náo precisa ser da mesma marca, tudo. O importante é que seja tudo compatível com o processo escolhido, tanto o fundo ( ou base ou primer) quanto a tinta.

Os produtos que usamos para laca: base nitro Sparlack; laca de nitrocelulose feita na loja (casa diamante) e thinner automotivo. Náo precisa ser da mesma marca, tudo. O importante é que seja tudo compatível com o processo escolhido, tanto o fundo ( ou base ou primer) quanto a tinta.

Marido obstinado lixou o esmalte base água que tínhamos aplicado na cabeceira da Cleo e, vamos lá! Laca nela!
Saio na garagem e vejo meu amor, com a cabeceira rosa, a mangueira e a lixa d’água! Eu me desesperei!!! Vai MOLHAR a cabeceira?!?! É de madeira!!! Mas ele vê muitos programas de carro e garantiu que sabia o que estava fazendo. Eu corri pra este mundão de Google sem fim, pra descobrir realmente como fazia a tal da laca de carro em móveis, com tinta laca. Caí numa discussão num portal de marceneiros onde um senhor descrevia realmente assim o processo:
Base Nitro, lixa, base nitro;
Laca, lixa d’água molhando, laca, lixa d’água molhando, laca, lixa d’água… 3 a 6 vezes;
Se for cor clara, apenas polir com massa de carro pra dar o brilho; se for cor escura, pode aplicar verniz pra laca.
E foi o que fizemos.
A cabeceira da Cleo taí, laqueada e polida.

cabeceira de Cleópatra, nossa laca pronta.

cabeceira de Cleópatra, nossa laca pronta.


penteadeirinha da Cleo, em laca fosca e adesivo vinílico nas gavetinhas.

penteadeirinha da Cleo, em laca fosca e adesivo vinílico nas gavetinhas.

A da Pê, misturamos o catalisador no resto de esmalte da cor. Secou e tá brilhante. Mas é uma cabeceira esmaltada à base de muitas cabeçadas. Não foi esmalte automotivo. Assim como os criados.

cabeceira da Penélope, tipo laca, mas é esmalte normal. Ficou ótima, na verdade!

cabeceira da Penélope, tipo laca, mas é esmalte normal. Ficou ótima, na verdade!

cabeceira esmaltada

criado-mudo. Veio da antiquário para o quarto antigo. Já tinha recebido pintura branca, antes. Foi lixado, primer, esmalte coral, normal, não automotivo.

criado-mudo. Veio da antiquário para o quarto antigo. Já tinha recebido pintura branca, antes. Foi lixado, primer, esmalte coral, normal, não automotivo.

Considerações sobre o processo:

1) não saia de casa sem saber o que comprar, você vai perder dinheiro e tempo;
2) laca de nitrocelulose seca rápido, mas tem que ficar lixando com água entre as demãos;
3) use a base ou primer de acordo com a tinta automotiva que escolher ( há 3 opções: esmalte sintético automotivo, laca automotiva e esmalte poliuretano, vulgo PU, que precisa de catalisador também);
4) o Leroy não tem nenhuma destas tintas e os vendedores sabem menos que você após ler este post;
5) o Léo tinha razão o tempo todo, e o processo dele parece mais rápido e econômico embora o esmalte sintético automotivo demore mais pra secar ( talvez use esta técnica na escrivaninha da Pê);
6) talvez não precisássemos de laca, mas apenas mudar as meninas de quarto, segundo marido…
E você, quer entrar, ver como ficaram os quartos delas?! Ainda não estão prontos!!! 😦

Cada uma no seu quadrado.

Felizmente nós temos 3 quartos em casa! Felizmente…
Estas duas se amam, inegavelmente. E fazem tudo juntas… Até brigar, brigam! Hahahaha! uma quer dormir de porta fechada, a outra tem medo do escuro. Uma quer ler, a outra dormir, uma arruma, a outra bagunça!
Penélope e Cleópatra tem 1ano e 10 meses de diferença. Cresceram amicíssimas e não se lembram da  vida sem a outra.

sessão de fotos para o dia dos pais, 2006. Fácil, fácil...

sessão de fotos para o dia dos pais, 2006. Fácil, fácil…

Agora elas querem individualidade. Quando mudamos pra cá, elas já tinham um quarto juntas. E o outro era de brinquedos. Mas acabou que virou closet do marido-quarto de roupas passadas-dos móveis que não queremos mais-das malas de viagem não desfeitas… Um perfeito e nada agradável quarto de bagunça! De modo que não reclamo em absoluto delas quererem cada uma seu quadrado e da Cleo ocupar este terceiro quarto. E ainda temos ma suitinha pegada na sala de jantar para eventuais hóspedes.

Prometi que começaria a fazer os quartos assim que terminasse a residência, em fevereiro deste ano. O prazo de entrega seria em fevereiro do ano qe vem.Eis que neste ínterim, me comprometi em mais um ano de especialização em córnea ( sim, este é meu vigésimo ano na universidade!) e isto tem me tomado muito tempo. E tutano. Sem falar que é um trabalho voluntário, sem vencimentos. Mas é pro meu crescimento intelectual e espiritual. E filhos, são filhos: também pro nosso crescimento intelectual e espiritual, não é mesmo?!

Então comecei timidamente a buscar algumas referências do que queríamos: a Cleo queria um quarto de corujas (!) e a Pê, que ficou no quarto original, queria um quarto fofo, pra uma pré-adolescente fofa, também. Nestas minhas andanças por esta internet véia e sem porteira, me deparei com esta ilustradora linda, a Johanna Wright.

Primeiro trabalhoque vi de Johanna Wright, Portland, EUA. Ukelele.

Primeiro trabalhoque vi de Johanna Wright, Portland, EUA. Ukelele.

E escolhi para o quarto da Cleo estas cores, o turquesa e o goiaba. Mas não tinha corujas, assim ela não queria… Para minha sorte, Johanna pintou uma ilustra com corujas, que comprei na Redbubble.

snowy owl ( would rather be reading); Johanna Wright

snowy owl ( would rather be reading); Johanna Wright

Este já chegou aqui em casa. Comprei também outros 2 pro quarto da Pê na loja dela no Etsy que devem estar enroscados na alfângega brasileira, que sei lá onde fica, parece mais um buraco negro! 😦

E fui selecionando inspirações deste danado do Pinterest pra poder compor estes quartinhos das minhas pré-adolês!!! Abaixo tem algumas, mas tenho um painel lá com todas, se quiser seguir…

Este foi  o primeiro que achei que cabia nas nossas referências. Adorei as cores e os galhos. E o tapete de listras coloridas.

Este foi o primeiro que achei que cabia nas nossas referências. Adorei as cores e os galhos. E o tapete de listras coloridas.

É de uma criança menor que cleópatra, certamente. Mas as bolinhas, a coruja nos galhos, a colcha... Muito inspirador!

É de uma criança menor que cleópatra, certamente. Mas as bolinhas, a coruja nos galhos, a colcha… Muito inspirador!

minha nova amiga BFF mandou este, não é uma coisa?! Os bichos e brinquedos nas estantes, borboletas, pompons gigantes no teto!!! Eu morava a[i f[acil, f[acil... Ainda mais se eu tivesse 8 anos!

minha nova amiga BFF mandou este, não é uma coisa?! Os bichos e brinquedos nas estantes, borboletas, pompons gigantes no teto!!! Eu morava aí fácil, fácil… Ainda mais se eu tivesse 8 anos!

Inspira;áo pro quarto da Penélope, embora o quarto turquesa seja da Cleo. Pirei na cabeiceira, no abajur, na galeria na parede, no tecido da cúpula... Também dormiria aí fácil!

Inspiração pro quarto da Penélope, embora o quarto turquesa seja da Cleo. Pirei na cabeiceira, no abajur, na galeria na parede, no tecido da cúpula… Também dormiria aí fácil!

E neste, então?! Acho que mudava até pra um nome com B pra aproveitar a letra na parede :P Tem um monte de fotos bacanas desta fofura em forma de quarto de meninas no blog da mãe-talento que o fez! Amei o coração, teremos um no quarto da Pê <3, bem especial! Aguardem!!! A cadeira... tudo, tudo!!!

E neste, então?! Acho que mudava até pra um nome com B pra aproveitar a letra na parede 😛 Tem um monte de fotos bacanas desta fofura em forma de quarto de meninas no blog da mãe-talento que o fez! Amei o coração, teremos um no quarto da Pê <3, bem especial! Aguardem!!! A cadeira… tudo, tudo!!!

 

 

Neste caminho também ganhei uma BFF linda que me traz um monte de referências bacanas, que vai merecer um post todo com suas dicas e produtos (quem será??? Aguarde cenas dos próximos capítulos!)

E você, quer entrar, ver como tão ficando os quartinhos? Siga @deolhonacasa no insta, as novidades aparecem em tempo real lá!