Calda fria, doce quente: Rist Lauz – o início de uma tradição.

Meus posts são muito longos, eu sei. E o de hoje é receita, linda, dourada, perfumada e de textura rústica. Uma viagem ao mundo dos beduínos. Serei breve, prometo.

Há 2 semanas dia dos pais e eu tomei 2 decisões: que, de agora em diante só vou dar comida de presente; e que farei Rist Lauz, este bolo de semolina, todos os dias dos pais. Então por isso, porque hoje se inicia uma tradição na nossa família, vou deixar a receita aqui gravada em forma de post e de promessa.

Meu sogro é sírio. A mãe dele, sito ( avó) do meu marido, era a melhor doceira árabe que já se viu. Todos dizem. Marido se lembra pouco do Rist Lauz dela ( ainda bem que o meu não foi comparado ao dela!), porque à época não valorizava tanto. Mas o fato é que este é o doce favorito dele hoje e, como este doce é cheio de passos e tradições, vou fazê-lo uma vez por ano, nesta data, pra homenageá-lo.

Li várias receitas e escolhi esta para testar, porque tinha informações precisas sobre a semolina e a receita, além de outros nomes deste doce. Transcrevo-a como a executei, com pequeníssimas alterações em algum ingrediente ou na técnica, porque foi o jeito que fiz e deu muito certo.

Semolina média (foi a que achei num restaurante de uma família recém-chegada da Síria aqui em Campinas e de uma marca que já comprei vários produtos árabes) e a água de rosas  escolhi pela garrafinha, mesmo. Eu prefiro água de flor de laranjeira, na verdade.

Semolina média (foi a que achei num restaurante de uma família recém-chegada da Síria aqui em Campinas e de uma marca que já comprei vários produtos árabes) e a água de rosas escolhi pela garrafinha, mesmo. Eu prefiro água de flor de laranjeira, na verdade.

Do que não se acha usualmente em qualquer despensa, são necessárias 2 coisas: semolina média ou grossa ( não aquela de pizza e macarrão) e água de rosas ou flor de laranjeira pra fazer a calda. Todo doce árabe tem.

Comece pela calda:

  • 1 xícara de açúcar ( usei cristal orgânica)
  • 2 xícaras de água
  • 2 colheres de água de rosas ou flor de laranjeira
  • 1/2 limão espremido

Misture a água e o açúcar e deixe ferver por uns 10 minutos. Desligue o fogo e adicione o suco de limão e a água de rosas. Transfira pra outro recipiente com tampa depois de frio e reserve.

Para o bolo:

  • 500g de semolina grossa ( ou média, mas nunca a de macarrão)
  • 250g de açúcar refinado
  • 400 mL de leite ( + 1 pouquinho pro dia seguinte…)
  • 120 mL de manteiga derretida
  • amêndoas peladas para decorar

1 colher de sopa de fermento químico em pó ( eu sempre roubo um pouquinho no fermento, então estou pondo o que realmente usei)

Modo de preparo

Misture a semolina, o leite, a manteiga e o açúcar com uma colher de pau até que esteja homogêneo, sem bater, à noite. Deixe descansar de um dia pro outro. No dia seguinte cedo, misture o fermento e um pouco de leite, suficiente pra poder incorporar o fermento. Unte apenas com margarina uma forma retangular, despeje a mistura e alise a superfície com a mão molhada. Corte a massa em quadradinhos de aproximadamente 3 cm e disponha a amêndoa no centro de cada um deles (eu usei lascas!).

arrume a massa com as mãos molhadas; se come e se cozinha com as mãos, só  tem que lavar antes e depois.

arrume a massa com as mãos molhadas; se come e se cozinha com as mãos, só tem que lavar antes e depois.

Asse no forno pré-aquecido a 220 graus Celsius por 40 minutos ou até estar dourado.

Assim que tirar o bolo do forno, despeje a calda fria sobre ele (esta é uma tradição que minha sogra ensinou e que sigo à risca!). Faz tchiiii! Corte novamente os quadradinhos e sirva frio.

Nosso tradicional Rist Lauz

Nosso tradicional Rist Lauz

E você, cozinha também?! Quer cozinhar comigo?! Tem sempre fotos no nosso IG das aventuras culinárias, fique à vontade, a cozinha é sua! Mas tem que ajudar a lavar a louça depois, hein! 😛

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