Foda-se-você-mesma

Eu não vou me desculpar pela ausência, nem pelo tempo, nem pela distância. Eu estive aqui dentro de mim o ano inteiro. Um ano que passou rápido, mas devagar na dor. Um ano em que eu defini que não ia trabalhar até morrer de cansaço e não ver minhas filhas. Hoje em dia conversamos sobre tudo; e sobretudo o quanto eu tenho que trabalhar pra termos isto ou aquilo. E muitas vezes decidimos que o mais importante é termos umas às outras. Eu trabalho das 8 às 17h 3 dias por semana. Não trabalho segunda cedo, nem sexta o dia todo. Eu escolhi assim. Escolhi ser delas o tanto que faltar pra elas crescerem. Eu fiz faculdade de medicina e residência grávida e com bebês. Pois é, só aos quase 14 anos de Penélope e aos 12 de Cleópatra eu consegui minha licença maternidade de 3 meses. Período sabático, volto em março. Acontece. E estamos bem.

Eu quis também muitas vezes neste caminho me separar. Consegui, ano passado.

Eu quis mandar à merda “o que vão pensar sobre o que eu escrevo”, há 40 anos e em várias situações. Consegui também.

Ainda quero fazer uma escola decente pras meninas aqui. Ou em qualquer lugar que formos. Mas isso é um outro capítulo.

O resumo do ano é que eu me libertei de muitas coisas que eu achava que me prendiam. E pra representar todo este libertamento, essa liberdade, esta libertinagem, eu fiz o quadro foda-se em neon vermelho. Não é um neon de vidro que acende na tomada. É um tubo flexível de 3 m que funciona a pilha em 3 velocidades: foda-se aceso; foda-se lento e foda-se rápido. Eu comprei no mercado livre por 42 reais.

Pedi o compensado pro meu único amigo aqui de mococa ( que chegou de Londres em junho/16 e já está em São Paulo hora dessas) cujo pai é marceneiro. Tem 40×85 cm e 4mm de espessura. Além disso, usei furadeira, cola instantânea, e 4 ponteiras de borracha de cadeira, grandes, pra pregar no verso. E barbante e durex pra desenhar a letra no compensado. Faz o primeiro furinho com furadeira e enfia o fio no sentido de trás pra frente. Depois vai colando com cola instantânea onde vc desenhou. Os furinhos do hífen foram feitos com furadeira também.

 

A inspiração deste post veio de um PAP semelhante do Ricota não derrete, onde ela escreveu AMOR.

Você pode escrever o que quiser, o que desejar pra si e pros seus. Eu quis foda-se pelo poder libertador da palavra. Por materializar uma gíria que a gente fala o tempo todo: ligar o foda-se. E o ano pra mim foi libertador. Com todas as dores e delicias que isto traz, amém.

Pode ser pendurado na varanda, na sala ou no quarto, a depender do interlocutor que você escolher: a cidade toda, os habitantes da sua casa ou você mesma.

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Mococa bem que merece um foda-se bem grande na varanda por ter elegido quem elegeu pra administrar este rincão quente e retrógrado em que habito.

Na sala, o foda-se serve pros habitantes: eu e as meninas e pras eternas brigas que elas travam sobre todo e qualquer assunto; quando enrolam pra fazer as funções que são delas ( lavar as louças e tirar os cocôs dos gatos da caixa de areia); como também pra quando nós 3 estamos revoltadas com alguma coisa como autoritarismo da escola ou excesso de tarefas.

No quarto é mais libertador ainda, porque diz respeito apenas a mim e pode ser por algum foda-se situacional daquele dia como também no sentido sexual. Por que, né? Foda-se tem também este sentido!

 

Então eu desejo a todos vocês que em 2018 possam ligar o foda-se quantas vezes quiserem ou precisarem! Sejam felizes e #foratemer, porque esta casa já é minha, digo, nossa! Uhuuu!

Pra quem não sabe, esta placa apareceu também na coluna que tenho feito no blog da minha amiga Ana, http://www.acasaqueaminhavoqueria.com ( lá eu escrevo desde agosto sobre #astrologiadomorar, tema de outro post, prometo).

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STOP – Capitão Fantástico

Ainda é carnaval e faltam poucas horas do meu exílio de 4 dias pra eu voltar ao mundo real. Como vocês sabem, adoro minha própria companhia e o ócio tem se mostrado um ótimo companheiro pros dias em que as meninas passam com o pai. Pensar nunca é demais.

Eis que ontem de madrugada mais uma vez insone e já sem amigos no FB pra dar defeito na página do Dória, eu achei este filme completo e legendado. Pra mim, foi um grande alento. Não sei que tipo de maternidade vocês exercem nem no que acreditam como sociedade. Sei apenas e claramente que o capitalismo não deu certo e que cada vez mais gera ódio, insatisfação e suicídios. Ser do jeito que somos não é mais uma alternativa, a menos que sejamos merecedores. E cada vez mais a meritocracia assume o discurso da educação, das famílias, do sentimento. Eu me recuso a isso. Infantil e veementemente. Se uma fresta houvesse pra sair deste sistema e criar minhas meninas na floresta apenas com os livros que tenho, eu juro que lá estaria. Mas não há portal e o que me resta é não permitir que a escola lhes roube a criatividade e a vontade de viver em sociedade. Eu sinto muito, minhas filhas.

Sobre o titulo do post, é um acróstico para “Stay calm, think, observ, plan”. ( acalme-se, pense, observe e planeje). É isso que o pai destas 6 crianças diz pra um deles ao machucar o punho  enquanto escalavam um penhasco. Eles sabem tática de guerrilha e sobrevivência, poesia, música clássica, física e matemática avançada, respeitar uns aos outros e a declaração dos direitos americanos.

É um road movie em que elas vão resgatar a mãe, que acabou de se matar, da família dela, que vai fazer um funeral cristão. Eu respeito pessoas que se matam. E que criam seus filhos como acreditam. Apenas assistam. Eu chorei uma tarde inteira e olha que não sou de chorar, nem quando minhas filhas nasceram.

Power to the people, stick it to the man.

E o blog volta após o carnaval, assim como todo o Braséél.

Pode entrar, o filme é todo seu.

12 dicas para não arrumar a casa 

Quando eu cheguei aqui em Mococa absolutamente enrolada em plástico bolha, com os móveis embalados em papelão, as pragas, as gatas e os fermentos debaixo do braço, senti um misto de paz com desespero, como se não fossem contraditórios. Paz porque eu sabia que aqui eu seria eu de novo e mais que nunca. Desespero é auto-explicativo.

E eu trouxe comigo a Léia, uma boa amiga técnica de enfermagem em oftalmo que trabalhava comigo em Campinas. A Léia é a pessoa mais organizativa e de iniciativa que eu conheço. Ela organizou os talheres, as porcelanas, achou o papel higiênico e achou a casinha realmente a minha cara. Em dois dias, 100 caixas viraram 20 nas mãos dela. Ela entende mesmo dos paranauês. E os enfeites que ela colocou ali pra depois eu ver pra onde iam, continuam naquele cantinho do móvel. A verdade é que eu não gosto de arrumar. Não lido bem com me desfazer de coisas. Sou véia e quinquilheira e cheia de papeizinhos. E convivo razoavelmente bem com caixas no canto da sala. ( mentchira!)

Ainda tenho, é verdade, 2 caixas no canto da sala e mais uma meia dúzia no banheirinho de fora, é verdade. Às vezes, tiro todo o conteúdo de uma e fico observando onde a faxineira vai acondicioná-los. Hahahaha. O fato é que eu não gosto, mesmo, de arrumar. Sou quinquilheira de alma, coração e convicção. 

E desde que vim pra cá e me separei do Marcão, as meninas ficam finais-de-semanas alternados com o pai. O que me dá 2 grandes atentos: ficar sozinha e não ter obrigação de fazer comida. Tão naturalmente como acordar tarde, descobri a netflix como atividade perfeita pra passar estes minutos de lazer tão solitário e prazeiroso como as melhores coisas devem ser. 

É provável que eu não tenha visto todos estes filmes sozinha, nem apenas uma vez, nem num final-de-semana só. E nem apenas estes. Mas, céus, como me diverti com cada um deles! Se um dia você estiver aí, entediado, clique nos títulos abaixo e confira:

Filmes de família como tema:

1) O que nós fizemos do nosso feriado ( What we did on our holiday)

Confesso que comecei a ver sem grandes expectativas, apenas porque a tradução do título era literal. Mas, cara, eu tenho uma coisa com filmes que se passam na Escócia. E com a sabedoria das crianças e dos velhos. O melhor vô, os melhores netos. Porque todo mundo, no final das contas, é ridículo. O bonito está em conviver e amar as pessoas como elas são, sem julgar, sem brigar.



2) Os excêntricos Tenebaums ( The Royal Tenebaums)

Um clássico que fiz questão que as meninas assistissem comigo. O filme já é antigo ( 2001), mas super plástico, caricato e teatral, como todos deste diretor, Wes Anderson. Quando eu crescer, quero ser como a mãe desta família, interpretada pela Anjelica Houston. Enquanto isso não acontece, continuo como Margot, fumando escondido e mergulhada numa  banheira. Certamente vocês conhecem todos os atores e todas as músicas. E vão se apaixonar por Royal Tenebaum, o patriarca.


3) Questão de tempo ( About time)

E se você pudesse voltar no tempo, o que faria de todos os seus dias?! Tim, um mocinho ruivo e desajeitado do interior da Inglaterra, recebe esta informação de seu pai quando completa 21 anos. E tem a melhor música do Nick Cave no filme, que me faz chorar sempre. Se fosse eu?!? Leria o tempo todo. Sim, eu sou o pai. Delícia de filme, pra ver e rever e olhar com mais carinho seu cotidiano; quase um filme de auto-ajuda.


4) Colegas

Este é o único brasileiro da lista e nem por isso deixa a dever pra nenhum outro. São 3 jovens com síndrome de Down que fogem do instituto onde moram pra realizar seus sonhos. Gente que anda de fantasia, que fala que ama e ama mesmo, que são loucos por Raul Seixas e que fazem o casamento mais lindo do mundo. E que decora falas de filmes. A-do-ro filme que fala de filme. Você tá é muito loko se não vir este filme. Ri e rio horrores. #merepresentam #tocaRaul !!!


5) Final de semana em família ( Family Weekend)

Se eu morasse num lugar que neva muito, eu seria muito preguiçosa, tenho certeza, muito ao contrário da menina deste filme, que é uma puladora de corda profissional. Uma família de 4 filhos, com cada um dos integrantes bem caricatos, incluindo a avó, mãe do pai. And the Oscars goes to… A irmã atriz de 10 anos que começa interpretando Íris, uma prostituta de 12 anos vivida por Jodie Foster em Taxi Driver ( 1976); encerrando com Alex, de Laranja Mecânica ( 1971). Já falei que adoro filmes que tem filmes dentro?! A decoração e a paisagem são um capítulo à parte.


6) Ligados pelo amor ( Stuck in love)

Quem nunca quis ser escritora nesta vida?! E quem nunca teve um amor obsessivo?! Atirem a primeira pedra apenas após ver o filme. Sim, todo muito é lindo, magro, escritor e vive disso no filme. Depilem o coração antes. Foquem na paisagem, big picture, fogs.


7) De bico calado ( Keeping Mum)

O filme é de 2005 e nem por isso deixa de ser engraçado. O humor negro dos ingleses me agrada muito e o fato de existir apenas a Maggie Smith para todos os papéis de véia da Grã-Bretanha na me incomoda em nada, visto que ela é bastante versátil. Delícia observar o sotaque e a casa típica de uma família britânica por dentro. No caso, a do reverendo Goodfellow. Amo as camas, os papéis de parede, a bagunça nossa de cada dia. E que família não é disfuncional, não é mesmo?!

Comédia de máfia

8) Rock’n’rolla – a grande roubada ( Rock’n’rolla)

Mais ingleses atrapalhados com sotaques. Gerard Butler protagoniza a melhor cena de sexo, ever, com a bandida do filme, magra, linda e que fuma loucamente. No maior estilo Jogos, trapaças e 2 canos fumegantes

 https://youtu.be/U0wQXwUtSE


Comédias românticas 


9) Escrito nas Estrelas (Serendipity)

Comédias românticas bobas tem, sim, seu valor de entretenimento. Eles se encontram por acaso ao tentar comprar o último par de luvas pretas no Natal e se apaixonam. Ela escreve seu nome e telefone na capa de um livro ( O amor nos tempos de cólera) – que vem a ser um dos meus livros preferidos desde sempre – e ele, numa nota de 5 dólares. E a gente fica torcendo o filme inteiro praquele livro voltar pra ele e praquela nota voltar pra ele. Fora que a definição de serendipidade é maravilhosa. Assim como o mocinho do filme. 


10) Today’s Special 

Um chef sofisticado e bem presunçoso que tem que assumir o restaurante indiano decadente do pai depois que ele sofre um infarto. O filme dá fome. Eu chorei. Também tenho esta coisa com histórias de filhos que voltam pra casa e continuam a fazer o que o pai faz.

Filmes Argentinos


11) O segredo dos seus olhos ( El secreto de sus ojos) 

Fui ver este filme à época porque eu já tinha esta coisa com olhos, acho que foi em 2011, no primeiro ano da residência de oftalmo. Um homem pode mudar tudo nesta vida: endereço, nome, rosto… Mas não pode mudar sua paixão. Tem suspense, tem romance, tem drama. É a história de um oficial de justiça que escreve um romance sobre um crime que ele investigou há 25 anos.


12) Um conto chinês ( Un conto chino)

Como o mesmo ator do filme anterior, Ricardo Darín. Por isso, aliás, fui vê-lo. E amay Roberto sendo um vendedor de pregos rabugento, colecionador e véio. Daquele tipo cujo mau humor é risível, bem meu número. Some-se a isso o fato dele colecionar notícias absurdas e de aparecer na vida dele um chinês que não fala nem compreende uma palavra de espanhol. E que ele não imagina como tirá-lo da sua vida.

O fato é que existem muitos jeitos de procrastinar, embora ver filmes seja o meu preferido. Todos estes títulos continuam disponíveis na netflix e vários tem completos no YouTube também. Ou nestes torents da vida que eu não sei usar. 

Dizem que está tendo olimpíadas no Brasil também. Não só no rio, mas passando em vários canais.

E você, faz o que pra enrolar quando não quer fazer alguma?! Vê filme também?! Pode entrar, já estouramos até a pipoca! 😛

Véios ótimos e meus avós

Dizem que hoje foi dia dos avós. Minha mãe publicou a mesma foto do ano passado com os netos no facebook e desejou parabéns a todos os avós. Ano passado, eu pedi pra ela não fazer isso, porque expunha as crianças, uma vez que ela é uma figura pública e que tem o perfil completamente lotado a ponto de não adicionar a própria neta. Este ano, apenas fiz um grande Affff interno e deixei por isso mesmo. Sejamos condescendentes.

De qualquer forma, avós são ótimos e eu sou louca pra ser avó. De gente. Não de cactos nem de cachorros. Vamos dar tempo ao tempo. Anyway, sendo eu véia, creio que minhas filhas aprendam algo de vó comigo e de jovem com a minha mãe. O tempo nos prega peças.

Ando ainda refletindo sobre ser véia e quando comecei com este negócio. Localizo por volta de 1996, quando fazia Letras na Unicamp e vi “Tatie Danielle”, que significa titia Danielle. Um filme francês sobre a véia mais ranzinza e lazarenta que já pode ter havido. Lembro de ter rido horrores e que a melhor parte foi quando ela abandonou o sobrinho-neto na pracinha, exatamente esta parte que aparece no trailer. E o menino era, de fato, uma criança chata. E esta coisa de ser politicamente correto já tá mais que na hora de acabar, né! Tem criança chata, criança feia, criança burra. Não achei o filme inteiro no YouTube nem em lugar algum, mas deixo aqui minha sincera homenagem a esta véia fabulosamente mau humorada. Os que me conhecem um pouco mais sabem o quanto é risível também meu mau humor. #merepresenta

Este segundo filme é novo. “Um final de semana em Paris”. De um casal de ingleses que vão passar o aniversário de casamento de 30 anos em Paris, de novo. A véia completamente impaciente e o véio completamente comedido. No começo. Assisti em casa, com Marcão, e foi um dos poucos filmes que ele viu comigo. Nos identificamos; depois nos separamos. Não por causa do filme, calma. Se cruzarem com ele por aí, vejam; vários ensinamentos embutidos e você consegue dormir depois. O trailer está aí embaixo.


Tem outra véia que conheci outro dia e que simpatizei muito, a de “My old lady”, representada por Maggie Smith. Na verdade só sei o nome dela porque aparentemente só há ela para todos os papéis de véia da Inglaterra e Reino Unido. Então ela aparece bastante. Mas a personagem aqui também é ranzinza e tem uma mania ótima que muito provavelmente adotarei assim que as meninas não morarem mais comigo; que é a de tomar um bom café da manhã entre 8 e 9 horas e depois jantar às 20h. Odeio almoço. Por mim, faria apenas 1 ou 2 lanches neste intervalo. Mas, enfim, as crianças precisam comer para crescer. Eu que guarde esta informação e os pavões que ainda criarei pra quando for velha de idade. O filme em si é mediano, embora a véia e o cara falido sejam bons personagens com alguns momentos bons. Ele quer herdar a casa, mas só depois que ela morrer. E a véia goza de uma saúde realmente ótima.


Mas a mais sábia de todas as véias é Antônia, protagonista do filme de mesmo nome que foi traduzido por “A excêntrica família de Antonia”. Provavelmente eu assisti a primeira vez porque adoro a palavra excêntrica; faz uns 20 anos. Mas o filme é bem mais que isso. Antonia acorda pra viver seu último dia de vida. Lúcida e sã. E a família dela é de mulheres fortes, a filha, a neta e a bisneta, que de repente encanou com a morte, lembrando que fazia muito tempo que não morria ninguém naquela família. Abaixo segue o filme completo. Pensei muito tempo sobre ele e foi uma grata surpresa revê-lo, ainda que não esteja em HD.


Sobre meus próprios avós, digo apenas que convivi muito com 3 deles que conheci. Fui muito amada e a preferida de cada um ( sorry, irmãos e primos, mas todos sabem que é verdade), o que me salvou como pessoa, já que eu sempre fui uma criança absolutamente introspectiva, anti-social e sem amigos. A eles devo quem eu sou, embora não seja mesmo lá muito grande coisa. Ainda tenho minha vó Francisca viva e forte, ainda que não me reconheça mais. Um dia eu ensino o mantecal que ela me ensinou fazer ( só eu aprendi de todos os netos e passei pra Cleópatra). A mãe do meu pai, a vó Nena, morreu lúcida aos 95 anos, exatos 3 anos antes de eu dar Penélope à luz, no dia da mulher. E tenho ainda vívidas as histórias que ela me contou. Espero poder escrevê-las, um dia. Ela já era viúva há muito tempo, quando eu nasci. E meu vô Zé, marido da vó Francisca, era a pessoa mais sábia e forte do mundo. Caipira, descendente de índio, conhecia a terra e os bichos como ninguém. Com 25 anos, ele ainda me levantava do chão toda vez que eu chegava na casa deles. Ele ficou realmente doente quando não pode ir ao meu casamento por falta de ar. Morreu dali 4 meses. Até hoje eu choro em lembrar disso.

Enfim, não era a intenção do post relembrar dos meus avós, mas não tem jeito, eles fazem parte do que eu sou. Desejo apenas que cada um que vem aqui tenha conhecido pelo menos um de seus véinhos e aprendido algo com eles. Nem que seja a recebe amor. E que a gente seja bons avós quando chegar a nossa vez.

E você sabe, né! Casa de vó é sempre aberta e tem bolo! Vai entrando ❤

Espelho, espelho meu: existe alguém mais véia do que eu?! 

Como vocês já sabem, estou aqui em Mococa sozinha com as pragas. Temos nos saído razoavelmente bem na convivência, um pouco menos na organização e limpeza da nossa casinha… Mas o fato é que, dia desses, conversando com um amigo de há décadas, ele me disse “tio tá véio”. Ao que eu emendei: “tia também”. E olha que temos 40. Mas o que é ser “véio”?! Isso se reflete na decoração da sua casa?! Ou não chega a ser um “estilo de vida”?! Ou ainda: você gosta de “coisas de vó”, mas é só isso e não vê a hora de chegar o sábado pra cair na bagaceira?!

Pensando nisso, eu bolei este questionário, nada científico, pra gente se conhecer um pouco mais. Não tem brinde e também não tem que enviar formulário nenhum pelo Google. Até porque eu não conseguiria fazer se assim fosse.

Leia aí e veja o quão véia você é. As perguntas são só responder SIM e NÃO. Obviamente, quanto mais sins, mais véia. Eu disse sim a todas.

Vai pegar seu chá que eu já estou com o meu, minha fia! E fique à vontade, em casa de véia você pode entrar a qualquer hora!

Comidas&Bebidas

Chá é sua bebida favorita? (  )S   (  )N

Você adora sopa e cremes? (  )S   (  )N

Prefere bolo de aniversário branco aos de chocolate? (  )S   (  )N

Hábitos

Tem alguns mau hábito que você não consegue mudar? (  )S   (  )N

Redes Sociais

Você até tem contas em várias redes sociais, mas consegue usar de fato apenas 1 ou 2, né?

Modernidades ( aplicativos e computador)

Responda rápido agora: dificuldades em usar o computador?

Em instalar aplicativos?

Editar fotos?!?

Escrever coisas em fotos você não sabe, né?

Demorou pra conseguir asistir ao Netflix?

Música 

Roberto Carlos ou Elvis Presley são seus cantores preferidos?

Ou ambos?!?

Vestuário

Você se veste de uma cor só ou usa chapéu?

então a rainha da Inglaterra é um ícone fashion pra você?

e você finalmente entendeu que a calcinha da Brigitte Jones realmente são as mais confortáveis do mundo, também chamadas de granny pants e, foda-se, realmente não há problema delas serem beges?

Chinelo de véia?

Casa/decoração

Tem alguma toalhinha de crochê em cima de algum móvel aí, tipo criado mudo ou mesinha?

Tem santos ou imagens?

Tem muitos enfeites, digo, quinquilharias, mesmo?

Curte um móvel retrô?

uma samambaia?

Uma cadeira de canudinho na varanda?

2 ou mais gatos? (não vale cachorro!)

 

Pontuação

5 ou menos SIM: você é xovem, aventureiro e talvez nunca fique véio ( sim, há adolescentes de 80 anos, creia.)

de 6 a 14 SIM: você é uma pessoa madura, ponderada, diria até sensata; mas está antenada às últimas tendências e consegue gravar snaps todos os dias. Talvez até seja blogayra. E curte mesmo uma suculenta e um chevron.

15 ou mais SIM: Você é véia/o. Leia a descrição abaixo pra ver se concorda.

Em qualquer dos casos, deixe seu comentário. 🙂

Esta lista poderia se arrastar pela eternidade e ainda faltariam coisas. O fato é que não é apenas sobre se vestir, arrumar a casa ou preferências músicais. Nada disso importa. Ser véia é mesmo um jeito de ver o mundo. É uma liberdade de fazer o que quiser sem se importar com o que os outros vão pensar. É sobre se conhecer. Conhecer aos que você ama. Respeitar os idosos e suas manias e limitações. E ver que eles são, cada um do seu jeito, engraçados e sábios. E que não é porque são velhos que são véios. Nem tampouco rugas significam que foram bons ou razoáveis a vida inteira. Eu li algo parecido com isso na “República” de Platão quando eu era pequena. Agora entendo. Véios não são todos bons. Por Deus, seria muito chato se o tempo, ou a experiência ou a sabedoria deixasse as pessoas boas, boazinhas. Os melhores véios sabem rir de si. São politicamente incorretos. Têm, aqui e ali, seus preconceitos e os admitem. É um estado de liberdade com sabedoria. De poder pular um dia de banho e preferir não almoçar e tomar um bom café da manhã e um bom jantar, por exemplo. É fazer escolhas por si e pra si.

Parece que já tá ficando longo e, pra não ficarmos sem imagens, coloco algumas fotos do IG em que aparecem este conceito. E ele vai aparecer sempre por aqui, parece que teremos uma série de posts envolvidos. Não prometo posts semanais nem que este blog será sempre sobre décor. Véias não prometem. Mas paixões, a gente não muda.

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Tem dias que são chatos. Que são iguais, que são de acordar, trabalhar, dormir. Ser adulta é chato. E tem dias que chove aqui em #Macondo . Hoje à tarde, na chuva, eu achei este serzinho que miava embaixo da escada. Tirei vasos, pedras, o compressor. Ela tentou fugir e se enroscou na tela do portão. Cortei a tela. Trouxemos a gatinha pra dentro, eu, Penélope e Cleópatra, num guarda-chuva, rindo. Ela entrou no motor da geladeira. Agora está lá na sala, miando. Aí que eu decidi pular a parte de ser adulta. Virei véia. A véia das gatas. Ser véia é um estado de espírito. De aceitação e liberdade inimagináveis. Se eu soubesse, teria sido véia antes. A minha quarta gatinha fez de mim uma véia. Ah, sim. Ela se chama Maria Madalena. Não que eu me arrependa. Véias não se arrependem, apenas relembram. #boanoite

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Que eu virei véia, todo mundo já sabe. O que eu ainda não contei é que ontem, quando eu assistia o último episódio de Grey's anatomy, a campainha tocou. E ela nunca toca, a não ser que eu tenha pedido comida. E não era o caso. Era a dona Margarida, minha vizinha quase em frente. Perguntou se eu podia sair na porta. Eu estava de pijama, meia grossa, meu chinelo marrom de véia e roupão por cima de tudo. Ela queria saber se eu queria receber a santinha que passava na rua, que ela estava atualizando as casas. Perguntei se ia ter terço aqui ( eu ainda tenho caixas no canto da sala). Falou que não. Viria apenas a santa, no final da tarde. No outro dia, eu passo pra vizinha do lado. Se eu quiser, acendo uma vela e faço uma oração. Não sei nem descrever o que eu senti naquele momento. Me senti inclusa. Sério, foi o maior convite de boas-vindas que já me aconteceu, ever. Agora sou do grupo das vizinhas que recebe santas pra pousar 1 noite. 😊 #amém #oficialmentevéia #boanoite

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Faça-você-mesma, Klara.

Eu tenho uma amiga-irmã-comadre de algumas décadas que não mora aqui colada em mim. Mas não foi a distância geográfica que nos separou. Ao contrário. Apesar dela morar com sua família linda na Paraíba, nos falamos constantemente e, sim, nosso Bluetooth emocional é bem sincronizado. Quase todo dia no uatisápi falando da vida, das crias e mal dos colega dazantiga que me deleta do FB. Quem nunca, né?! A deletada, a diferentona.

E daí que outro dia ela me perguntou como que encapava móvel com tecido. Eu falei que não sabia, nunca tinha feito. Que a parede do meu antigo quarto que era de tecido eu encapei com cola de papel de parede misturado com cascorex. Que ela fizesse a arte do lado de cima e me mandasse, se desse certo.

 

Uns dias depois, recebi estas fotos que me fizeram cosquinhas no coração ( que pra mim é mesmo a definição física de felicidade). E espero que inspire vocês. Um criado popular, que se abre em cima revelando uma engenhoca simples com velcro, transformado com tecido e cola diluída em água. Proporção?! 2:1. Duas partes de cola e uma de água. Cola branca, escolar.

 

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Tcharáns com tecido de patchwork e floral ornando! Equipe DONC ama! ❤


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Até os fundilhos do criado a danada encapou! 🙂


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a parte que abre também!

Resume tudo que a gente fala por aqui, né, não?! Do pouco ao glamour nosso de cada dia. De olhar pra nada a olhar pra dentro da gente. De nos vermos nas coisas que nos cercam. De coisa bonita e pouco dinheiro. De fazer casa com alma. E criadinho com Buda!

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Em cima, detalhes…


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A parte que abre…


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Atrás! ❤

Não bastasse o criado, que foi no ano passado, estes dias que eu estava de #mimimi, ela me aparece com este armário de escritório, encapado de algodão cru. Isto mesmo, Brasil! Algodão cru!

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não temos o antes, mas é aquele armário básico de escritório, reconhecem?! Pois é, nem eu!

Pôs as meninas pra desenhar com tinta pra tecido e canetas pra tecido (as de escrever nome no uniforme), esperou secar 1 dia, colou com a mistura mágica de cola e água. Simples assim!

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e você ainda ganha algumas horas de crias entretidas! 😛


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desenhando…


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… o que elas quiserem…


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… do jeito que quiserem! ❤

E ainda tirou onda disfarçando os puxadores péba fita de cetim de bolinha e fita dupla-face. Olhaê a substituta da washitape, Braséél! É pra fechar o blog, né! Blogayra de décor enrustida, a minha cumadi.

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puxadores “novos”


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acabamento interno, também com fita!

Então de agora em diante fica assim: se eu demorar mais uma vez a dar as caras aqui novamente, Klara fica nomeada, eleita e aclamada chefe editora por aqui, ok?

E como jabá pouco é bobagem, convido você, minha leitora, meu leitor, a curtir a página do FB da mais velhas das meninas dela, a Mari. Tudo começou com mangás e a menina já mostrou que manja mesmo do riscado, porque é um mais lindo que o outro. Eu já encomendei umas obras de olho pra eu colocar no consultório, porque acho boas, mesmo. Traço firme quando tem que ser, expressões intrigantes… Uma genuína obra de arte. Eu, de você, curtia, enquanto ainda é de graça! Marina Schenkel Art .
E você, não tem nada aí precisando de vida nova?! Os criados e os armários são todos nossos! E manda pra gente ( deolhonacasa@email.com) que adoramos ( e publicamos!) Uhuuuu!!!

Cadê o brilho nos olhos que estava aqui? DONC is Back!

bagunca - 17

isso foi antes da mudança. Está bem pior, acreditem… :/

Eu sei que vocês já devem estar cansados de #mimimi. Eu também.

Acontece que eu tô aqui nesta terra quente e promissora de Mococa, sozinha com as minhas pragas, tentando fazer as coisas darem certo. Por coisas entenda-se basicamente a educação e criar as meninas, trabalhar como oftalma, cuidar minimamente da casa de formas que não habitemos uma pocilga. Rotina, organização e trabalho. Fácil, né?! E nem me sinto adulta suficiente pra ser responsável por tantas coisas.

Eis que segunda passada na hora do almoço meu pai recebeu uma ligação e disse: “ah, tá confirmado, sim! A gente vai!… Viu, Diana, quarta à noite na televisão, falar sobre oftalmologia.” Não é uma notícia que se dê assim, né, gente, pra uma pessoa com a boca cheia de arroz e feijão, engolindo com pressa pra levar uma na escola e buscar outra. ( Sim, eu almoço na casa dos meus pais todos-os-dias porque ainda não me programei suficiente para ter arroz-feijão-bife-salada na minha própria morada.)

E a partir daquele momento eu só conseguia pensar em fazer as unhas, o que que eu vou falar e o que eu faço deste cabelo, pelo-amor-de-Deus. Fora a rotina insana com as meninas que, num ato de desespero materno, eu matriculei em períodos diferentes porque elas brigam demais. Agora só sobra a noite pra isso. Aff.

E a quarta-feira chegou comigo ainda no celular, tentando me acalmar à uma da manhã. Eu durmo tarde e acordo cedo. E celular na cama nunca dá certo, é verdade, eu sempre falo pras meninas. E antes do despertador tocar às 5:45h eu já tinha acordado sobressaltada e cansada. Vou passar o uniforme da menina antes de acordá-la, pensei. Bati a mão no criado, pus meus óculos ( eu uso +5,50 pra longe de hipermetropia) e olhei no celular pra ver as horas.

E aí aconteceu o impalpável.

Eu não enxerguei as horas. Nem de pertinho, nem à meia-distância, nem de longe. Meu coração começou a bater na boca e me deu vontade de chorar. Eu sabia que eu ia perder a visão pra perto, mais dia menos dia, pois já beiro os 40. Mas, assim? Sem aviso? Antes do despertador tocar? num dia importante? então começou a tocar o alarme e o meu é o pior possível, aquele de sirene, Pé Pé Pé…

Eu desliguei porque já sabia onde era o botão, sem enxergar. Levantei, me esforçando pra ver algo mais que vultos e caminhei até a cozinha. Eu não contaria pra ninguém. Não posso assustar as meninas. Vou agir com naturalidade. Imagina o susto que meu pai vai tomar?! E os pacientes de hoje, como eu vou atender?! Cheguei na cozinha e decidi fazer uma café forte, aquilo era sono. Acendi a luz da cozinha e… ESTAVA TUDO ESCURO! Meu Deus! Eu acordei cega! Abri a porta da cozinha que dá pro quintal e parecia ser noite, ainda. E se eu vivesse na noite pra sempre, meu Deus?!? Eu estava apavorada demais até pra chorar. Fiquei alguns minutos sentada na mesa da cozinha. De camisola, bafo, óculos e sem chão, sem reação. Eu quero atender as pessoas… eu gosto tanto do que eu faço, mas como?! Eu não vou enxergar as câmeras na TV… Como eu vou fingir?! E foi então que eu tive a melhor idéia de todas. Vou voltar pro quarto, é um pesadelo, eu ainda não me levantei.

Cheguei no quarto e não tinha ninguém deitada na minha cama. Eu era eu e eu estava acordada. Mas…

O que era aquilo sobre o criado?! Franzi a testa pra ver, cheguei pertinho… Lá estavam meus óculos de grau! E no meu rosto?! Óculos de sol, sem grau. O relógio da Igreja começou a bater 6h da manhã, eu já estava atrasada. Ufa… Mais 2 minutinhos, que o dia ia ser longo e eu acabava de surtar… Mas enxergar não tem preço! E eu tenho muita gente pra ajudar!

E vai arrumar esta casa que está uma zona, Diana, honestamente… Ninguém pode viver equilibrando celular, 3 óculos diferentes, cestinha de remédios, creme anti-idade, controles remotos, caderninho de anotação e contas num criado-mudo. Sim, eu sei, podexá. Mas no final de semana, que hoje eu vou falar na televisão! 😛

A entrevista que demos na quarta está aqui, quem quiser ver, será bem-vindo, só clicar!

É longuíssima, mas foi tanto carinho que sou toda gratidão. Me senti voltando pra casa, realmente! Muito obrigada, dra Eliana e TVD, vocês são sensacionais!

E nada como um sustinho básico pra gente se tocar do que é realmente importante nesta vida, né!

Então, amores e amoras, informo com este post-surto que continuo linda, loira e louca como vocês podem ver no vídeo, mas sobretudo que amo muito este blog, que não é só de decoração, nem nunca foi, pra quem não sabia ainda.

Muito breve voltamos a nossa programação normal com faça-você mesma, decore-você-mesma, viva-sua-vida-você-mesma que o ano começou, uhuuu!!! E vou mostrar meu consultório que tá chuchu, tá azul, tem um olho-espelho lindo na porta… Projetinhos da minha cumadi da Paraíba, posts na casa da vó, cola aqui QUE EU VOLTEI! 😛

Por último, mas não menos importante, a fotinha que publiquei no meu IG no dia do nosso ano novo, meu e do meu pai, dia primeiro de fevereiro:

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Pai, hoje eu vim de branco, como o senhor. Eu fui na modista e encomendei este vestido. Porque hoje, pai, é ano novo. O NOSSO ano novo. Ontem fez 39 anos que o senhor chegou em Mococa, com a mãe e eu, bebê, pediu um empréstimo no banco, comprou todos os aparelhos e abriu uma portinha com seu nome. Dia 31/01/1977 caiu numa segunda-feira, que já me contou. Então o senhor abriu o consultório e ficou esperando os pacientes virem. Hoje é a primeira segunda-feira depois deste aniversário. Iniciamos, hoje, nosso 40o ano de consultório. Eu sei, pai, que quando o senhor achou que era minha vez de ser médica, eu não fui. Eu saí pelo mundo e fiz coisas que nem cabem aqui neste post. Eu fui médica já mãe, já gente. E hoje eu tô aqui com o senhor. Em Mococa. Eu entendi que aqui, nesta porta ao lado da sua é o meu lugar. E aqui eu vou ficar. Pelo senhor e por todos os pacientes que vierem nos procurar. O senhor, se quiser, pode descansar. Eu fico aqui no seu lugar. Agora é a minha hora, a minha vez. #ahoraeavezdeDianaMaziero #paraorestodenossasvidas #felizAnoNovoPai

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E sim, pode entrar!!! A bagunça é toda minha, mas fica à vontade! SMACK!

 

 

Sobre mudanças e brilho nos olhos

 

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Nu – Tolentino, s/d

Mudar não é fácil, não é rápido, nem barato. É que nem ser mãe; cansa e te exige uma vigília constante. Mas te recompensa por ter um ( ou 2, no meu caso) corações batendo fora do meu peito e 2 cérebros pensando com uma cabeça que não é a minha. Tudo tão bagunçado, tão lindo, tão humano e inesperado. A casa, pra mim, é um ser vivo. Um coração que pulsa fora do meu peito e um cérebro que pensa sem mim.

Tomar esta decisão de sair da zona de conforto ( ou da cidade, no meu caso) causa estress, briga, choro… Mas se tem se revertido num profundo e doloroso encontro comigo mesma, com meu passado, com as expectativas que tinha, há 20 anos, de quem eu seria quando tivesse 40.

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Me vi em diversos momentos, fazendo coisas legais e outras, nem tanto… Sendo legal com algumas pessoas e com outras, nem tanto…

Joguei muito, muito papel mesmo, fora. Doei roupas, brinquedos, roupinhas de neném que eu pensava que ainda teria e guardei por 1 década. Não quero mais nada disso.

Quero ser a que eu puder carregar, dentro do peito e fora dele. E que meus dois corações que batem fora de mim me acompanhem. E que eu encontre minha alma de novo.

É por isso que gosto de falar que sou oftalma. Porque têm alma no final. E, honestamente, eu ando com os pés e a alma cansadas… Com o olhar sem brilho e o cenho preocupado…

Estou no meio de um caminho que não sei onde vai dar. Só sinto o calor do sol do meio-dia na minha cabeça e tenho que fechar os olhos. Eu prefiro a noite.

Pra pensar. Pra rir. Pra fumar.

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Então vou tentar novamente fechar os olhos e dormir mais um pouquinho. E quando eu acordar, espero que meu brilho nos olhos tenha voltado. E que minha casa tenha encontrado uma alma e vice-versa.

O fato é que, quando eu me afundo nos poços que eu mesma cavo, deixo uma cordinha amarrada pra subir depois.

No caso da casa, foram os quadros. Obras de arte são importantes. São caras. Compre quando der, porque olhar pra elas não têm preço. E você sempre vai ver algo que não tinha visto. Mudar de perspectiva e de ponto de vista salva.

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O autor da maioria delas é o Francisco da Silva, um pintor brasileiro que nasceu no Acre e viveu no Ceará, autodidata e semi-analfabeto, atormentado por natureza, descoberto por Jean-Pierre Charboz. Morreu pobre e bêbado. Acho que até por isso ele pintava tantas cobras e lagartos atormentados. Delirium. Dizem que as obras depois de 1978 não são exatamente dele, porque todos na família punham a mão na obra, no intuito de fazer uma produção de massa. I don’t care. Todas têm o dedão dele em tinta perto da assinatura. Amo Chico da Silva e sua loucura. Me salvou e continua me salvando.

Música pra quem é de música. Esta banda linda se chama Drugstore, nasceu na Inglaterra e a vocalista – pasmem – linda, maravilhosa, brasileira, Isabel Monteiro, voltou pro Brasil ano passado e está com uma nova formação tupiniquim. Oxalá eu consiga ir a algum show em SP.

 

http://youtu.be/AKxysAMwnkc

 

Esta música fala assim: “eu preciso de alguma coisa pra segurar/ como um pingo da chuva que começa a cair/ como um trem que de repente pára/ como alguma coisa que não se pode tocar… Nada pode me parar.” ❤

Filme pra quem é de filme. Begin again.

O filme conta a história dum produtor musical que perde o brilho nos olhos, vivido pelo Mark Rufallo, que tem uma epifania vendo uma menina tocar com um violão, num bar. A menina é a ex-namorada de um pretenso rock star vivido por Adam Levine, que fica muito bem no papel de cuzão. ;P

https://www.youtube.com/watch?v=UC_DPae1y40

 

 

Que o tesão desta menina em tocar guitarra ( filha do produtor) seja o nosso em fazer o que amamos todos os dias. #amém

E a música se chama “Tell me if you wanna go home”. I do.

Textão pra quem é de textão. Voltar pra casa dói, mas salva.

http://revistatrip.uol.com.br/tpm/a-volta-por-milly-lacombe

Sim, a gente sempre vai se ver por aqui. Porque a casa da gente fica na alma. E os olhos são as janelas dela. Da alma e da casa. Que, sim, será sempre minha. Pode entrar.

Viajar não é preciso

Voltei. Nem sei donde recomeço. Final de ano teve aniversário do blog, que apareceu no blog da Essência móveis ( obrigada, Éder!), Natal, Ano Novo… E nenhum post comemorativo, PAP de festas, nada! De fato não sou boa com datas especiais.

O ano acabou caótico e não começou diferente. Enrolei meus quadros, minha árvore de natal, minhas filhas e minhas gatas em plástico bolha e me mudei. Mudei de cidade, não sou organizada nem cumpri meus prazos mentais pra dizer que aqui tá tudo pronto, que é só entrar, como sempre faço. Não, não é. Tem caixas de papelão ainda no caminho e coisas guardadas em qualquer lugar. E enfeites pelas superfícies e quadros acumulados pelos cantos da sala. Então não queiram entrar. Não agora. Isso não seria um bom post de ano bom.

A casa que vou mostrar aqui não é minha, nem da minha família, nem de ninguém que conheço. Aluguei no Airbnb. Fica em São Sebastião, litoral norte de SP e nos serviu de pouso por 5 dias, enquanto fazíamos uma viagem em família. Talvez a última com os 4, porque estamos nos separando. De cidade, de casa, de vida. Mudaram-se os tempos e as vontades.

E porque não gosto de viajar. Não gosto de fazer mala, de pegar estrada, nem de sol, nem praia, nem de mosquito. Nem de sair de casa. Sim, sou véia, depois falamos mais sobre isso. Mas até onde eu sei, é permitido não gostar de viajar, né?! Então, #soudessas.

Só gosto do mar. E pra lá fomos. E desta casa também não quis sair. Porque a gente quando viaja, por mais que veja fotos, nunca sabe o que vai encontrar. Viajar não é preciso.

Na casa encontramos livros. De São Sebastião, de papier maché, dos gatos do mundo. Em português, alemão e francês. Uma parede colada de recortes e desenhos. Uma janela de crochê, uma parede de janelas diferentes, cadeiras diferentes com histórias diferentes. Um chão de tijolos com madeira. Um piano afinado. Sol. Um abrigo da chuva, um forno pra assar bananas. Cortinas amarelas como o sol e uma cabeceira de treliça.

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não, a chuva não atrapalhou…

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lateral, jardim tropical

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entrada lateral: porta colorida, porta de vidro com cortina branca… tem como não amar?

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sala com uma passadeira de tijolos rústicos, madeira, vidro e um piano ❤ !

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e estas casinhas na sala? esta é a lateral da porta de entrada.

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entrada da rua: quantas janelas e acabamentos diferentes numa mesma parede, bem do jeito que a gente ama…

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detalhe sobre a porta

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o jasmim-manga à beira da piscina

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cadeiras diferentes, pode?! ❤

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É um grande salão integrado; o piano está à esquerda, os sofás à direita.

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pára e olha pra estes armários da cozinha!

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quarto principal: tijolinhos brancos, cabeceira de treliça de madeira, cômoda verde tiffany

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a escada leva ao quarto principal

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que tem cortinas amarelas

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e um banheiro lindo!

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há, ainda, mais 4 suítes, acessadas por este corredor externo ao quarto principal, 2 em cima, 2 embaixo.

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Pra onde quer que a vista fosse, parece que lá já tinha ido. E isso aqueceu meu coração. É daqueles sentimentos que fazem mais e mais a gente querer ser quem é. Eu, pelo menos. Vocês, não sei… Mas eu morava fácil aí. Assim quero minha casinha!
Nesta casa linda, Cleópatra completou seus lindos 10 anos e pediu um banho de cachoeira de presente.

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parabéns, filha!

Saravá pra todo mundo, que entre quem quiser. A casa, o ano, o blog, tudo nosso. Agora apenas me abracem.

Clean Composé – nossa sala de TV atual

Em primeiro lugar, espere baixar as 278 fotos porque deu trabalho pra fazer, fotografar e editar. E o post não faz sentido sem elas.

Aiai! Estou realmente feliz com tudo isso! Antes de publicar o antes da sala, chamei marido pra ver as fotos e comparar com a sala que ele tinha acabado de atravessar. Até ele notou a diferença.

Decoração acho que só pode merecer este nome se afetar a alma de alguém. Principalmente dos que vivem ali. É que nem retórica. Todo mundo acha que está sendo retórico quando fala palavras em vão, que é apenas falar bonito. Não, retórica é usar das palavras para causar uma mudança de juízo. Não há retórica em se falar do tempo. Assim como não há decoração ao empilhar aleatoriamente coisas ou entulhá-las. Retórica muda opiniões e atitudes. Decoração muda casas em lares. E, por conseguinte, o espírito e a aura dos que ali convivem.

E por que eu fiz esta sala mesmo estando prestes a mudar de casa?! Porque eu não queria ir embora tendo como última imagem uma zona triste de quinquilharias amontoadas como lembrança donde vivi os últimos 5 anos. Queria lembrar da felicidade em abrir a porta e ver nossa casa limpa, arejada e feliz em nos receber! De atravessar a sala e querer voltar pra sentar no nosso sofá lindo, por o pé nos nossos pufes lindos e olhar pros meus santinhos na estante que reformamos!  ❤  E ficar olhando, deitada no divã, o pano que chamei de cortina com bolinhas douradas lamber minhas pernas quando venta.

Então este é o nosso Clean Composé, como as lindas Buji Girls’ chamaram. E eu adorei. Porque eu sou a louca das estampas composé. E porque, pra minha personalidade drag queen, a sala é clean.

Então minha intenção era ter um ambiente funcional, colorido, pacífico e destralhado. Que tivesse nossa cara, que demonstrasse o espaço que a sala tem ( 20m2!); e que funcionasse pra nós todos – tanto no sentido de acomodar e acolher, como de guardar/exibir nossos gostos e objetos pessoais: livros e revistas e Santos e plantinhas -no meu caso; e objetos geek no caso do marido. Volte 4 posts para o projeto.

No projeto original, haveria também prateleiras na parede atrás do sofá pras gatinhas subirem. Até comprei umas bacanas em pinus, mas não coloquei pra não furar a sala recém-pintada e prestes a estar vazia novamente.

Antes - dois racks pretos com nichos na parede...

Antes – dois racks pretos com nichos na parede…

Depois: um rack branco e uma estante, com detalhes em chevron cinza e dourado.

Depois: um rack branco e uma estante, com detalhes em chevron cinza e dourado. E o sol entra!

Antes - parede de listras e uma esteira na frente do roupeiro. Sem contar o pivô da paleta, o sofá-derrota.

Antes – parede de listras e uma esteira na frente do roupeiro. Sem contar o pivô da paleta, o sofá-derrota. Volte 5 posts para o antes.

Depois - <3

Depois –

Antes

Antes

Depois

Depois

Antes

Antes

Durante...

Durante…

Depois

Depois

Antes

Antes

Depois

Depois

#partiudetalhes

Pôsteres gratuitos com washitape (haverá post, aguardem! Almofadas lindas da @avoqueria e os pufes-mesinhas (volte 2 posts para tapeçaria). Maria Joaquina faz parte da decoração.

Pôsteres gratuitos com washitape (haverá post, aguardem! Almofadas lindas da @avoqueria e os pufes-mesinhas (volte 2 posts para tapeçaria). Maria Joaquina faz parte da decoração.

Os santos vieran parar na estante, assim como fotos, livros queridos e suculentas.

Os santos vieram parar na estante, assim como fotos, livros queridos e suculentas. Volte 3 posts para estante adesivada.

Algumas revistas eu joguei fora. Mentira, estão empilhadas no escritório. Mas serão jogadas, ok.

Algumas revistas eu joguei fora. Mentira, estão empilhadas no escritório. Mas serão jogadas, ok. Aproveitei as xicrinhas de asa quebrada pra plantar suculentas. Na verdade, é só jogar folhinhas caídas que elas já nascem. Não requer prática, nem tampouco habilidade.

Eu tenho santos, gosto de santos, acho que são ótimos elementos decorativos além de tudo. Santa Luzia (dos olhos); São Francisco de Assis ( protetor dos animais); São Cosme e Damião ( das crianças e dos médicos); São Longuinho ( sim, ele existe e tem uma lanterninha procurando… quem nunca?!); São Miguel arcanjo ( que a Pê achou bonito e trouxe pra nossa casa da casa da minha mãe) e São José, porque meu avô era José.

Eu tenho santos, gosto de santos, acho que são ótimos elementos decorativos além de tudo. Santa Luzia (dos olhos); São Francisco de Assis ( protetor dos animais); São Cosme e Damião ( das crianças e dos médicos); São Longuinho ( sim, ele existe e tem uma lanterninha procurando… quem nunca?!); São Miguel arcanjo ( que a Pê achou bonito e trouxe pra nossa casa da casa da minha mãe) e São José, porque meu avô era José.

A minha foto de família preferida de família. Marido, irmãos e filhas. No temporizador, na Barra Alegre.. Acho que foi a única que eu consegui até hoje. Mandei imprimir em quebra-cabeça. A lua é um vasinho da Urban Outfitters e a vela de cheiro vem numa caixinha, da Tok&Stok.

A minha foto de família preferida de família. Marido, irmãos e filhas. No temporizador, na Barra Alegre.. Acho que foi a única que eu consegui até hoje. Mandei imprimir em quebra-cabeça. A lua é um vasinho da Urban Outfitters e a vela de cheiro vem numa caixinha, da Tok&Stok.

Mais fotos, livros e vasos...

Mais fotos, livros e vasos…

Em cima: Iemanjá ( obviamente sou filha dela); N.S. Aparecida (padroeira do Brasil); N.S. Desatadora dos Nós ( tem santuário aqui em Campinas, acho ótima!); N. S. das Cabeças (porque eu estudo muito!); N.S. de Fátima (dia da minha mãe e veio de Fátima, em Portugal, já benta) e outra santa que simpatizei e convive bem com as colegas.

Em cima: Iemanjá ( obviamente sou filha dela); N.S. Aparecida (padroeira do Brasil); N.S. Desatadora dos Nós ( tem santuário aqui em Campinas, acho ótima!); N. S. das Cabeças (porque eu estudo muito!); N.S. de Fátima (dia da minha mãe e veio de Fátima, em Portugal, já benta) e outra santa que simpatizei e convive bem com as colegas.

Só umas washitapes nas caixinhas das meninas já deu um jeito. Marido ainda não percebeu que o vaso em cima da caixa de som não tem prato.

Só umas washitapes nas caixinhas das meninas já deu um jeito. Marido ainda não percebeu que o vaso em cima da caixa de som não tem prato. Pés-palito metalizados.

A mesinha de ferro e a bandeja de restos ( volte 1 post) e o quadro comemorativo de 10 anos de casados: vocês são a luz dos meus olhos hoje e sempre. À la Snellen porque sou oftalma.

A mesinha de ferro e a bandeja de restos ( volte 1 post) e o quadro comemorativo de 10 anos de casados: vocês são a luz dos meus olhos hoje e sempre. À la Snellen porque sou oftalma.

Detalhe. Mandei fazer em 2013.

Detalhe. Mandei fazer em 2013. É uma tabela de leitura pra longe. 20/20 deve ser lido a 6 metros para ser considerado visão de 100%.

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A “cortina” de bolinhas é uma palha de seda branca com bolinhas douradas que eu usava como véu de dança do ventre. E já tinha bainha. Preguei com fita-banana e ela fica pululando em cima de quem deita. O tronco é de uma jabuticabeira da Barra Alegre que faleceu e meu irmão me deu. Conservo. Just in case…

A cortina, o canto do divã e a mesinha. <3

A cortina, o canto do divã e a mesinha. ❤  . Volte 1 post para detalhes.

as peças de tapeçaria e o papel de parede e o aparador que mantive.

as peças de tapeçaria e o papel de parede e o aparador que mantive. As bolinhas fiz com papel de presente dourado e cola em bastão.

Quadrinhos da minha amiga querida carioquíssima, Megg! <3

Quadrinhos da minha amiga querida carioquíssima, Megg! ❤

Agora ponho flores naturais toda semana. Nossa foto roxa do casamento, com cara de assustados. Nós estávamos, de fato.

Agora ponho flores naturais toda semana. Nossa foto roxa do casamento, com cara de assustados. Nós estávamos, de fato.

O suporte de plantas virou cabideiro. Pedi pra minha tia quando vi abandonado no sítio dela. Pintei de vermelho. O vaso grande de suculentas estava lá embaixo.

O suporte de plantas virou cabideiro. Pedi pra minha tia quando vi abandonado no sítio dela. Pintei de vermelho. O vaso grande de suculentas estava lá embaixo.

Na entrada, ao lado da porta, fica o móvel Revoada, da saudosa Casa de Criação. Costumo me gabar que o meu foi o primeiro. Ana nunca me desmentiu! Hahahaha! O quadro da Gilda era de uma locadora de filmes que eu ia quando era adolescente, há 24 anos. Adoro o filme, amo divas, eles me deram quando fechou.

Na entrada, ao lado da porta, fica o móvel Revoada, da saudosa Casa de Criação. Costumo me gabar que o meu foi o primeiro. Ana nunca me desmentiu! Hahahaha! O quadro da Gilda era de uma locadora de filmes que eu ia quando era adolescente, há 24 anos. Adoro o filme, amo divas, eles me deram quando fechou.

Flores naturais. Antúrios, que é flor de véia. O nicho do meio é do marido.

Flores naturais. Antúrios, que é flor de véia. O nicho do meio é do marido.

geek stuff

geek stuff: Escher, quebras-cabeças, cubo Rubik, giroscópio…

As pragas na fonte em Novo Horizonte. O porta-retratos eu comprei numa venda de garagem a long time ago...

As pragas na fonte em Novo Horizonte. O porta-retratos eu comprei numa venda de garagem a long time ago…

mais livros e suculentas...

mais livros e suculentas…

Os quadrinhos (gata)..

Os quadrinhos (gata)..

… da Cris Conde (Lua)...

… da Cris Conde (Lua)…

em cima da televisão ( 3 mulheres).

em cima da televisão ( 3 mulheres).

E como hoje é domingo AND meu aniversário, resolvi dividir toda esta maravilha de sala com a internê como um todo. Porque eu sou bagunçada, mas sou generosa. Sou vaidosa de ver que bonito que ficou o que eu fiz, mas também quero que você aí do outro lado, tão perdida em decoração como eu, se sinta capaz de transformar o que você tem em algo que te agrade mais. Chegar onde a gente quer não tem preço. Principalmente se for na nossa casa. E parabéns pra mim, que fiz a sala e me dei de aniversário!

Agora vou descansar um pouquinho!

Agora vou descansar um pouquinho!

E você, quer entrar, ver um filminho com a gente?! Ficou com alguma dúvida? Os comentários estão aí pra isso!  ❤

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