Uma cadeira ombré e uma escrivaninha diva!

Decoração pra mim é que nem maquiagem… Não adianta ficar retocando! Quantas vezes já me atrasei porque um olho ficou diferente do outro, ou um cílio postiço caído e o outro levantado?! E laca é que nem olho preto esfumado… Não deu certo?! Tire tudo e faça de novo! E ombré é esfumado.
Com a cadeira da Penélope não foi diferente.
Fiz o quarto das meninas em 2008, quando Cleópatra saiu do berço. Desenhei as cabeceiras e escrivaninha. Na época, a mulher que se aventurou comigo fazia móveis rústicos em madeira e achamos um artesão que torneasse os pés, outro que sulcasse outro que pintasse ( pedi laca, mas ele pintou de branco, mesmo…) e quando chegamos na cadeira, já estávamos tão cansadas de tanto vai e vem pela cidade com pedaços de madeira, que demos graças por ter achado uma fábrica de cadeiras.
Comprei crua, de Leme, interior de SP. Foi pintada, estofada com um tecido escolhi na amostra do tapeceiro e preguei florezinhas de resina com cola branca que eu mesma pintei. E funcionou. Por anos.
Agora fala pra mim que espécie de mãe louca desenha uma escrivaninha toda provençal com suporte pra CPU pra 2 meninas de 2 e 4 anos?! Hahahahaha!

Escrivaninha arrumada, lembram? Aí à esquerda o suporte pra CPU

Escrivaninha arrumada, lembram? Aí à esquerda o suporte pra CPU

Com o tempo, com o uso, com a bagunça… o pé da cadeira foi roçando no suporte pra CPU e fico todo ralado. O tampo da escrivaninha tinha cedido um pouco. A caixaria e as corrediças realmente tinham deixado a desejar. Então começamos pelo começo com a escrivaninha: arrancamos esta mini-prateleirinha lateral e mandamos pro marceneiro reformar a caixaria das gavetas maiores e substituir as corrediças por outras, telescópicas.

Enquanto isso, lutei com a cadeira, tentando pintá-la com o compressor a cadeira forrada de sanito, o diário de um drama está aqui. Obviamente não deu certo por causa do escorrimento. Decidi, então trocar o tecido da cadeira. E começar pelo começo, ou seja, mandar no estofador pra ele remover o tecido antigo e me entregar a peça pelada pra pintar.

Pois bem. O caso da escrivaninha. Consertou no marceneiro a caixaria. Laqueamos segundo nosso super processo caseiro: lixa, massa, lixa, primer, lixa, tinta laca, lixa d´água, verniz.

As fotos da aplicação da laca não ficaram boas pela névoa que causa… Mas tem um mini-PAP aí embaixo, pra quem ficou com alguma dúvida no primeiro post da laca. Usamos base Nitrocelulose e laca nitrocelulose. A cor foi verde Capri da Ford. Se você reparar bem, já viu um corcel da cor desta escrivaninha… 😛

Nossa cabine de pintura. Fazemos laca caseira na garagem. Lona plástica na parede e no chão.

Nossa cabine de pintura. Fazemos laca caseira na garagem. Lona plástica na parede e no chão.

Tiramos os apliques em resina e... lixa nela!

Tiramos os apliques em resina e… lixa nela!

Sem a prateleirinha de baixo e já corrigda com massa para madeira F12.

Sem a prateleirinha de baixo e já corrigda com massa para madeira F12.

Aqui já nos finalmentes, a famosa lixa d´água. Deixa a laca lisinha, lisinha!

Aqui já nos finalmentes, a famosa lixa d´água. Deixa a laca lisinha, lisinha!

Já com a cadeira, foi diferente. Pintamos no pincel. Primer e esmalte base água da Sherwin Willians. E muita lixa antes e entre demãos. Ficou branquinha. Depois, pintamos só os pés com uma laca turquesa que eu tinha comprado pra algma coisa. Mas podia ser tinta base água também. Com pincel. E passamos spray branco fosco Colorgin nas divisas. O passo-a-passo?! Não fotografei… Até porque se eu parar pra tirar foto não faço :// Mas tirei a idéia do blog divo daqui, ó! Lembrando que é super exequível e que não usa compressor!

 

e ficou assim!

e ficou assim!

detalhe da cadeira pintada, pronta pra voltar pro estofador!

detalhe da cadeira pintada, pronta pra voltar pro estofador!

O tecido escolhido pra cadeira não podia ser qualquer um, né! Ele é aquablock, quer dizer qe funciona pra áreas externas também. Daqui, comprei 1 yard, menos de 50 reais. O estofador cobrou 65 reais, com as tachinhas. Então a renovação desta cadeira saiu por 100 reais. Vale, né?!

<img class="size-full wp-image-1526" src="https://deolhonacasadotcom1.files.wordpress.com/2014/11/cadeirapronta2.jpg" alt="olha aí a dita cadeira ombré no quarto! Néé?! olha aí a dita cadeira ombré no quarto! Néé?! ❤
detalhe do assento

detalhe do assento

detalhe dos pés

detalhe dos pés

<img class="size-full wp-image-1540" src="https://deolhonacasadotcom1.files.wordpress.com/2014/11/escrivaninhadetalhe.jpg" alt="A escrivaninha com seus puxadores divos da Anthropologie… A escrivaninha com seus puxadores divos da Anthropologie… ❤

Só sei que qunado eu vi este par pronto, me senti pronta pra uma bela festa! Cabelo e maquiagem OK! #peruafeelings! Hahahahaha! Sério, vi que tudo ia dar certo e que, de fato, a gente ( eu, marido, irmão, marceneiro, tapeceiro e meninas!) tínhamos feito um belo trabalho e que os quartos iam mesmo ficar prontos! Ufa!!! Não é pra menos, suamos até! Mas olha lá a dupla diva do meu  <3!

 

detalhes da escrivaninha: latinha linda da minha amiga querida Mariana e os puxadores antigos, que limpei com thinner e pintei com colorgin de latinha, no pincel!

detalhes da escrivaninha: latinha linda da minha amiga querida Mariana e os puxadores antigos, que limpei com thinner e pintei com colorgin de latinha, no pincel!


sem legenda

sem legenda

 

Quer entrar, sentar aí?! Só se for pra estudar! Hahaahahaha

Quer entrar, sentar aí?! Só se for pra estudar! Hahaahahaha

Quer entrar, ver o quarto todo da Pê? Então não perca cenas dos próximos capítulos, a revelação! E estamos todos os dias no insta ( @deolhonacasa)! Fique à vontade, a casa é sua!

 

 

Para tudo há solução

a cadeira da Pen[elope antes...

a cadeira da Penélope antes…

Tem dias que a coisa não vai… Não flui! E quando são muitos dias assim, os projetos ficam pela metade. Há umas 2 semanas que eu queria ter acabado os #quartoscoloridosdasmeninas ( já viu nosso insta, @deolhonacasa?) e acabar com o clima de reforma/mudança com várias caixas espalhadas pela casa… Mas não tá rolando! Falta a cadeira da Pê, pregar um monte de coisas nas paredes, costurar outro tanto e ainda trabalhar um monte como oftalma. Mãe faz o que dá, quando dá, do jeito que dá.

E outro dia eu tava assim, borocochô, quando a Penélope chegou com as provas do bimestre pra eu assinar. Eu sempre leio tudo, porque raramente vou às reuniões de pais #mejulguem. Então se eu tiver algum problema ou dúvida, já anoto na prova, mesmo. Ou na agenda escolar dela. E eis que a produção de texto dela era uma coisa assim… Muito boa, mesmo! Sabe, antes de ser médica eu fui professora de português, sobretudo Literatura e Redação e, honestamente, acho que este texto era um legítimo 10. Mas não escrevi nada na prova, apesar da professora ter dado 9,5. Só li, assinei e fiquei digerindo os indícios de autoria da minha pequena, os momentos de deliciosa ironia, a narrativa em primeira pessoa de um menino tímido, de cabelos e olhos pretos. No dia seguinte, pedi a prova pra publicar aqui no blog. Ela me disse que a professora tinha recolhido. Então eu escrevi na agenda: “Bom dia, professora Paula! Será que você poderia devolver a redação da Penélope pra eu publicar no meu blog?! Obrigada.”

Então hoje, quando eu estava pela décima quinta vez às voltas com a cadeira de Penélope, toda escorrida e forrada, a Pê sentou do meu lado e me estendeu a redação. Eu perguntei: “a professora devolveu, então?!” ( Veja bem, ela poderia ter-me dito: claro, né, mamãe! Não tá aqui a redação?!) Mas ela respondeu: “Ahã! Ela leu seu bilhete, riu, me abraçou e devolveu.” Então tá, obrigada, professora Paula! 🙂

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Para tudo há solução

por Penélope

Dona Celinha chegou, magra e pequenina, dizendo oi, sorrindo, dando bom dia. Quis saber o nome de todos, do que gostavam ou não na vida e na escola, quais eram as dificuldades. Só falei meu nome. Não quis continuar, e dona Celinha disse que não tinha importância, outro dia eu falaria.

Mas não ter falado do que eu gostava ou não para a professora não era meu maior problema…

No segundo dia de aula, Dona Celinha falou que iríamos fazer a peça do Frankenstein e que já tinha escolhido os papéis de cada um. Ela falou bem assim:

– O médico será o Alex, a assistente do médico será Lara e o protagonista será…

Com certeza ia ser o Marcelo! Ele é louro, de olhos azuis. Eu iria ser do cenário, com certeza absoluta! Mas também nem ligo se for!

Como ninguém é perfeito, eu errei os meus cálculos, quer dizer, a lógica, não, a estatística, ou seja lá o que foi que eu fiz! A professora falou:

– O Frankenstein será interpretado por… Rodrigo!

Rodrigo, Rodrigo, Rodrigo… Eu sou Rodrigo! O garoto mais tímido, que tem o cabelo e os olhos pretos, não é o Marcelo e não prestei atenção no que a professora falou depois disso, iria interpretar o Frankenstein na peça do 5o ano!

Dona Celinha deu o roteiro para todos os atores e disse que tínhamos de decorar nossas falas até o sétimo dia de aula. Cinco dias para decorar 33 páginas de Frankenstein! A fessora deve ter batido a cabeça muito forte na quina da mesa e endoidou de vez!

Decorei o máximo de páginas que pude com o único pedaço da minha cabeça que não estava sendo ocupado por contas de divisão e as capitais dos estados do Brasil.

No sétimo dia de aula, começamos a ensaiar a peça. Fomos ao anfiteatro, escolhemos as fantasias, nos posicionamos e começamos a falar:

– É hoje que vou dar vida ao meu projeto!

Alex esfregou dois ferros de passar e colocou no meu peito. Levantei sem reação nenhuma e disse ao “médico”:

– Vocè náo deveria dizer “está vivo!” e dar uma risada maligna?

– Se você não falasse, acho que conseguiria…

– Mas está escrito aqui, ó: “médico diz: “Está vivo!” Dá uma risada maligna e o monstro se levanta.”

– Vamos fazer de novo e desta vez eu faço isso, pode ser?

– Pode.

Tivemos que fazer mais 25 takes porque a anta do Alex é incapaz de falar isso antes de eu me levantar.

Nos outros ensaios ocorreu tudo bem. Fizemos tudo certinho.

Chegou o dia da apresentação, todos os pais, amigos, parentes, colegas, professores, acho até que o Obama estava lá!

Fiquei com muita vergonha de entrar no palco, nem me movia! Dona Celinha me acalmou, me falando pra fazer de conta que só eu estava lá.

Entrei em cena e, no final da peça, até recebemos flores! Então não se esqueça: para tudo há uma solução!

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Será que isto inclui sua cadeira e os quartos Frankenstein, Pê???

Tomara, tomara… E vocë, quer entrar? estou mesmo precisada de uma mãozinha, viu…